06 Feb Sobre as obras de arte desaparecidas, a total ignorância, incúria e estupidez dos seus “curadores” num país de francos parolos

Source: O fotografico

Das 94 obras de arte que agora – ao fim de anos e anos – sabemos terem desaparecido, ninguém sabe se roubadas, perdidas, extraviadas, 63 não têm qualquer registo, nem mesmo uma fotografia.

É absolutamente intolerável que não se fotografem – de forma profissional, com a iluminação, técnica e normas adequadas e universalmente adoptadas pelos museus responsáveis – TODAS as obras de arte que integram as colecções dos museus nacionais/acervos públicos. Prática obrigatória noutros países, fácil de perceber. Em caso de roubo a fotografia é, bastas vezes, a única forma de identificar a obra. Em caso de dano a reparação só pode ser levada a cabo com sucesso se houver documentação e fotografia devidamente calibrada, com escalas de cor e de cinzentos integradas na imagem. Por último, a fotografia permite a circulação de uma imagem “autêntica” da obra, a sua adequada divulgação e claro, a manutenção de um arquivo devidamente documentado sobre cada uma das peças do acervo de uma determinada identidade.

Em Portugal tenho assistido a tudo, começando por este incumprimento criminoso por parte de quem gere os museus, negligenciando de forma absurda um dever básico, passando pela encomenda de pseudo-fotografias a fotógrafos de vão de escada que, armados com uma qualquer câmara topo de gama fazem registo sem tripé, sem iluminação adequada e sem qualquer tentativa de calibrar cor e gradações de cinza, quesitos absolutamente indispensáveis neste tipo de fotografia. Por último, não poderia faltar o fantástico iPhone a fazer este “registo”. Infelizmente o mesmo se passa com

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